Lá estávamos novamente frente a frente, aquele silêncio constrangedor irrompia a sala e você sorria meio sem graça, eu não sabia se te abraçava ou saía de cena de uma vez. Quando as coisas se tornam constrangedoras demais, eu já sei o que está por vir...
Meu estômago comprimido digeria a sensação do adeus. Mas não era um adeus que durava, a sensação era de um "até logo" longo demais pra mim e prazeroso demais pra você. Eu sabia que era aquele seu momento que eu tanto odiava, em que você desperdiçava seu mel devagarinho flor em flor, mas acabava voltando a mim, que por sua vez se sentia apenas um cacto sem graça, estéril e sem espinhos; você sabe, eu não sou capaz de te ferir. Não como você, que ao sair por aí buscando alguém melhor, mais completo, que te fizesse um bem que acho que nem mesmo você sabe qual é, fazia com que eu me sentisse vazia, incompleta e incapaz. Mas talvez seja isso, talvez você queira descobrir se existe mesmo essa sensação, e eu sei, é o tipo de coisa que eu não posso podar em você. E nem quero, não mais...
Era como se a cada partida sua, você levasse um pedaço de mim e de tudo que eu sentia. Não sei se ainda resta muita coisa e se em algum momento você vai embora de vez levando tudo que sobrou, mas se for, deixe o que sobrou do céu. Deixe tudo que for bom, porque isso eu me recuso a dividir contigo. Se quiser, lembre de todos os momentos não tão bons e muito menos simples, pra ver se isso ajuda a arrumar a bagunça da sua cabeça e do seu coração, e não se preocupe, da minha confusão cuido eu. Ou não, você sabe da minha mania chata de deixar tudo pra depois...
Never mind, you'll find someone like me. É pra isso que eu torço, meu amor. Que em meio à essas suas andanças você encontre alguém que vá te amar, te cuidar, se preocupar com os mínimos detalhes, te apoiar nos maiores problemas e te dar toda a atenção que eu te dei, ou pelo menos tentei. E que não seja tão confusa, que não tenha a cabeça tão cheia de problemas quanto eu. E que seja um pouco mais corajosa também e que more mais perto. E que te contrarie em tudo que eu teimei em concordar. E que você perceba, valorize e ame tudo que ela fizer por você. E torço pra que seja assim, do jeitinho que você quer, do jeitinho que nem você sabe qual é mas que seja capaz de te encantar. E que quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar...
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
terça-feira, 22 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Mergulhada nos meus sonhos, eu sempre nadei sozinha
Quando eu digo "sei lá", não é que eu não saiba, é que existem coisas demais a serem consideradas. Não adianta, nada é tão simples quanto parece nem tão complicado quanto a gente pinta, mas eu simplesmente não consigo. É que eu sou assim, feita de reticências, sempre esperando pelo que está por vir.
As coisas, ao tomarem seu rumo natural, já se tornam confusas. Sempre que entra sentimento, meus sentimentos, sentimentos de terceiros, quartos, quintos, minha vontade é voar. Voar para onde a felicidade alheia não dependa de mim e a minha não dependa de ninguém, mas nem sempre é possível. Às vezes me percebo enredada entre a tantos sentimentos e já não consigo mais fugir, não sem me machucar ou machucar alguém. Às vezes é difícil ir embora sem olhar para trás, mas ninguém nunca havia me dito que alçar voo seria indolor, não é mesmo?
Assim como os pássaros migram, eu nunca soube permanecer muito tempo num só lugar. Sempre foi mais fácil alçar voos a fim de evitar qualquer tipo de coisa, como se eu fugisse enquanto o time estivesse ganhando. Sempre foi bom guardar boas memórias seja lá do que fosse, e as únicas vezes em que decidi ficar, eu penso que poderia ter voado para longe. Recomeçar sempre foi meu forte, continuar sempre foi meu fraco e eu nunca soube bem ao certo o que escolher. Ou talvez, no fundo, eu venha optando pela minha liberdade...
Ninguém entende que não dou certo, não como os outro pássaros que voam em bando, ou talvez eu não saiba ao certo como proceder. Eu sempre tive essa mania de voar em sentido contrário só pra ver o que os outros estavam perdendo e até hoje não me arrependi. Mas sei que com essa mania de voar só, eu perdi muita coisa, mas falta nunca me fez. Como sentir falta do que nunca se teve? Voar sozinha sempre foi mais simples, voar com minhas asas, cometer meus próprios erros, mudar minhas próprias ideia, desviar de rota, tudo à minha conta e risco. Mania chata de não saber ceder e dividir muito bem...
Mas tem horas que as asas pesam, o corpo cansa e a vontade é ficar. E é aí que o problema está por vir. I told ya, I was trouble. O bater das asas simplesmente cessa e quem bate é o desespero, porque assim não sei ao certo como agir, como fazer, o próximo passo a ser dado. Eu sempre tento ao máximo ser natural, mas como se meu natural é sempre voar, e para alguns, fugir? Talvez riscos existam para serem corridos, talvez o ponto final esteja por vir e a alma esteja pronta para descansar, mas como saber se aqui é mesmo meu lugar? Como trocar toda a liberdade e o vento no rosto de todos os voos por uns minutos a mais? São respostas que talvez eu possa encontrar em mim mesma, talvez seja aquela paz de espírito que todos almejam, e se for o caso, posso mudar de ideia, não é mesmo? E é como dizem: é melhor voltar do que perder-se no caminho...
"Me ensina a solidão de ser só dois..."
As coisas, ao tomarem seu rumo natural, já se tornam confusas. Sempre que entra sentimento, meus sentimentos, sentimentos de terceiros, quartos, quintos, minha vontade é voar. Voar para onde a felicidade alheia não dependa de mim e a minha não dependa de ninguém, mas nem sempre é possível. Às vezes me percebo enredada entre a tantos sentimentos e já não consigo mais fugir, não sem me machucar ou machucar alguém. Às vezes é difícil ir embora sem olhar para trás, mas ninguém nunca havia me dito que alçar voo seria indolor, não é mesmo?
Assim como os pássaros migram, eu nunca soube permanecer muito tempo num só lugar. Sempre foi mais fácil alçar voos a fim de evitar qualquer tipo de coisa, como se eu fugisse enquanto o time estivesse ganhando. Sempre foi bom guardar boas memórias seja lá do que fosse, e as únicas vezes em que decidi ficar, eu penso que poderia ter voado para longe. Recomeçar sempre foi meu forte, continuar sempre foi meu fraco e eu nunca soube bem ao certo o que escolher. Ou talvez, no fundo, eu venha optando pela minha liberdade...
Ninguém entende que não dou certo, não como os outro pássaros que voam em bando, ou talvez eu não saiba ao certo como proceder. Eu sempre tive essa mania de voar em sentido contrário só pra ver o que os outros estavam perdendo e até hoje não me arrependi. Mas sei que com essa mania de voar só, eu perdi muita coisa, mas falta nunca me fez. Como sentir falta do que nunca se teve? Voar sozinha sempre foi mais simples, voar com minhas asas, cometer meus próprios erros, mudar minhas próprias ideia, desviar de rota, tudo à minha conta e risco. Mania chata de não saber ceder e dividir muito bem...
Mas tem horas que as asas pesam, o corpo cansa e a vontade é ficar. E é aí que o problema está por vir. I told ya, I was trouble. O bater das asas simplesmente cessa e quem bate é o desespero, porque assim não sei ao certo como agir, como fazer, o próximo passo a ser dado. Eu sempre tento ao máximo ser natural, mas como se meu natural é sempre voar, e para alguns, fugir? Talvez riscos existam para serem corridos, talvez o ponto final esteja por vir e a alma esteja pronta para descansar, mas como saber se aqui é mesmo meu lugar? Como trocar toda a liberdade e o vento no rosto de todos os voos por uns minutos a mais? São respostas que talvez eu possa encontrar em mim mesma, talvez seja aquela paz de espírito que todos almejam, e se for o caso, posso mudar de ideia, não é mesmo? E é como dizem: é melhor voltar do que perder-se no caminho...
"Me ensina a solidão de ser só dois..."
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Caminhos tortos
Se a vida tivesse uma lei natural, seria a lei do inverso: quanto maior a expectativa, menor é a chance de acontecer. Quanto mais você quer, mais distante ele parece estar, e quanto maior a sua despretensão, mais perto está de seu objetivo. Mas para conseguir algo você precisa batalhar, lutar, e no final das contas, tudo isso é um grande paradoxo. Sei lá.
Assim como as receitas de bolo, a vida poderia ter uma receita; 2 xícaras de dedicação, 1 xicara de empenho, 10 colheres de sopa de intensidade, meio litro de carinho e 1 kg de reciprocidade quando se quer alguém; 2 xícaras de desapego, 10 colheres de sopa de esquecimento e 3 kgs de renovação quando se deseja esquecer e mudar, e assim por diante. Mas como essas receitas não existem, como se guiar? Como lidar? Como acertar, errar, medir? Sei lá.
Quando você quer, não pode. Quando você desiste, vem até você. Quando você não se importa, tem nas mãos, quando você se dedica, escorre entre os dedos. Quem não liga, consegue, quem quer, não alcança. E tudo isso mostra quão louca são as coisas, nem tudo é como a gente quer e, no mais, temos de contar com a sorte, repensar o orgulho e reforçar a compreensão. Por onde seguir? O que falar? O que fazer? Se importar? Deixar pra lá? Sei lá.
Há quem diga que às vezes é tarde demais. Mas dizem que temos todo tempo todo mundo, todo o tempo é muito tempo e somos tão jovens. Mas todo tempo é muito pouco e o amanhã pode nem chegar, o que fazer? Nem sempre é tarde demais, nem sempre temos todo o tempo do mundo e o amanhã pode e deve chegar, destino, exceções, situações. E é aí que você se encontra num impasse, a da hora certa. Existe "a hora certa" de ser, de viver, de amar, de agir, de correr atrás, de desistir? Sei lá.
Tento não esperar demais, não querer demais, não me importar demais, mas quando percebo, me pego sonhando. E sonhar é tão bom que às vezes falta a vontade de acordar, mas a gente só realiza quando acorda. Literalmente. Mas às vezes a expectativa se encontra escassa e é aí que a surpresa vem, ou pelo menos é uma decepção a menos. E por mais que nem sempre tudo saia como a planejado, eu não desejaria ter uma receita de bolo como guia. Não gosto de padrões, de certezas, de comodismo, é como dizem, ESSA é a graça da vida. A busca pelo essencial, pelo que é importante, as fraquezas, os medos, os riscos, as vitórias e até os fracassos. Porque em tudo há um aprendizado, e mesmo que caia, ao levantar-se você se faz mais forte, e ninguém sobrevive baseado em fraqueza. Disso eu sei.
O meu caminho das pedras eu mesma traço. E não deixo de me importar, de sonhar, de realizar, e por mais que eu não entenda essa inversão das coisas, eu continuo a tentar. Eu não paro de remar até chegar no cais, e um dia eu hei de chegar.
"O vento que te leva é o mesmo que te traz, você é a diferença que eu procuro em mais..."
Assim como as receitas de bolo, a vida poderia ter uma receita; 2 xícaras de dedicação, 1 xicara de empenho, 10 colheres de sopa de intensidade, meio litro de carinho e 1 kg de reciprocidade quando se quer alguém; 2 xícaras de desapego, 10 colheres de sopa de esquecimento e 3 kgs de renovação quando se deseja esquecer e mudar, e assim por diante. Mas como essas receitas não existem, como se guiar? Como lidar? Como acertar, errar, medir? Sei lá.
Quando você quer, não pode. Quando você desiste, vem até você. Quando você não se importa, tem nas mãos, quando você se dedica, escorre entre os dedos. Quem não liga, consegue, quem quer, não alcança. E tudo isso mostra quão louca são as coisas, nem tudo é como a gente quer e, no mais, temos de contar com a sorte, repensar o orgulho e reforçar a compreensão. Por onde seguir? O que falar? O que fazer? Se importar? Deixar pra lá? Sei lá.
Há quem diga que às vezes é tarde demais. Mas dizem que temos todo tempo todo mundo, todo o tempo é muito tempo e somos tão jovens. Mas todo tempo é muito pouco e o amanhã pode nem chegar, o que fazer? Nem sempre é tarde demais, nem sempre temos todo o tempo do mundo e o amanhã pode e deve chegar, destino, exceções, situações. E é aí que você se encontra num impasse, a da hora certa. Existe "a hora certa" de ser, de viver, de amar, de agir, de correr atrás, de desistir? Sei lá.
Tento não esperar demais, não querer demais, não me importar demais, mas quando percebo, me pego sonhando. E sonhar é tão bom que às vezes falta a vontade de acordar, mas a gente só realiza quando acorda. Literalmente. Mas às vezes a expectativa se encontra escassa e é aí que a surpresa vem, ou pelo menos é uma decepção a menos. E por mais que nem sempre tudo saia como a planejado, eu não desejaria ter uma receita de bolo como guia. Não gosto de padrões, de certezas, de comodismo, é como dizem, ESSA é a graça da vida. A busca pelo essencial, pelo que é importante, as fraquezas, os medos, os riscos, as vitórias e até os fracassos. Porque em tudo há um aprendizado, e mesmo que caia, ao levantar-se você se faz mais forte, e ninguém sobrevive baseado em fraqueza. Disso eu sei.
O meu caminho das pedras eu mesma traço. E não deixo de me importar, de sonhar, de realizar, e por mais que eu não entenda essa inversão das coisas, eu continuo a tentar. Eu não paro de remar até chegar no cais, e um dia eu hei de chegar.
"O vento que te leva é o mesmo que te traz, você é a diferença que eu procuro em mais..."
domingo, 29 de abril de 2012
Histórias e dinheiro eu parei de contar
É muito pouco o que se guarda e menos ainda o que se leva dessa vida. E quanto mais a gente deixa passar, menor é a nossa bagagem. Mas há quem não goste de carregar "tanto peso". Sinceramente, eu gosto.
Cada detalhe é divino. É tão bom sorrir por tudo aquilo que ninguém mais sabe, que ninguém mais viu e só você sentiu. Um sorriso dado em meio ao silêncio, uma passada de mão no cabelo, um olhar que contava histórias, uma frase feita, mas feita de coração. E aquele dia em que o coração palpitou porque você não sabia o que falar? O ombro que seu amigo te deu? O beijo na testa acompanhado do "se cuida" que foi correspondido apenas com um sorriso? Nada disso eu deixo passar.
Mas nem sempre isso faz bem. Quanto mais se guarda, mais se tem a lembrar, mais difícil é esquecer. E por mais que você não queira, você vai sorrir ao lembrar, vai sentir saudades... Mas o tempo não volta. Vida que segue, acumule mais lembranças! Mais momentos bons, mais sorrisos dedicados a momentos que não voltam mais... E por mais que às vezes doa, é uma lágrima que precede o sorriso! Aprendi que na vida é sempre assim. E que assim seja.
Mas não importa o que for, como for e o porquê, eu continuo a sorrir. Sorrio por causa daquele beijo na chuva, do começo daquela nova amizade, daquela velha amizade cheia de sintonia, daquela sms que só eu li, do sorriso que só eu percebi, do dia em que só eu vivi. Porque de momentos bons, pessoas boas e sorrisos sinceros só meus, eu não sei abrir mão.
Cada detalhe é divino. É tão bom sorrir por tudo aquilo que ninguém mais sabe, que ninguém mais viu e só você sentiu. Um sorriso dado em meio ao silêncio, uma passada de mão no cabelo, um olhar que contava histórias, uma frase feita, mas feita de coração. E aquele dia em que o coração palpitou porque você não sabia o que falar? O ombro que seu amigo te deu? O beijo na testa acompanhado do "se cuida" que foi correspondido apenas com um sorriso? Nada disso eu deixo passar.
Mas nem sempre isso faz bem. Quanto mais se guarda, mais se tem a lembrar, mais difícil é esquecer. E por mais que você não queira, você vai sorrir ao lembrar, vai sentir saudades... Mas o tempo não volta. Vida que segue, acumule mais lembranças! Mais momentos bons, mais sorrisos dedicados a momentos que não voltam mais... E por mais que às vezes doa, é uma lágrima que precede o sorriso! Aprendi que na vida é sempre assim. E que assim seja.
Mas não importa o que for, como for e o porquê, eu continuo a sorrir. Sorrio por causa daquele beijo na chuva, do começo daquela nova amizade, daquela velha amizade cheia de sintonia, daquela sms que só eu li, do sorriso que só eu percebi, do dia em que só eu vivi. Porque de momentos bons, pessoas boas e sorrisos sinceros só meus, eu não sei abrir mão.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Let me get what I want this time
Sabe todas aquelas coisas que eu não sabia explicar? Todas aquelas coisas que eu sentia, que eu queria, que eu sonhava, que eu pensava? Todos os acontecimentos, todos os mundos que eu queria carregar nas costas e não aguentei, toda a poeira que escondi embaixo do tapete? Tudo um dia vem à tona, meu amigo.
Simplicidade, surpresas, otimismo e detalhismo.
Eu juro, eu só queria ser uma menina simples, com uma vida simples, com um amor simples, com uma cabeça simples que deitaria num travesseiro simples. Eu seria capaz de abandonar toda essa minha vontade de arrepios e extremos, abraçaria com todas as minhas forças a calmaria e domaria essa fera que existe dentro de mim. Tudo por um pouco de paz de espírito, confesso. Só não abdicaria da minha necessidade de me surpreender e surpreender o mundo à minha volta, porque não troco o nó que dá no coração quando a gente recebe uma surpresa boa, por nada. Nem minha mania de no fundo, acreditar que tudo pode ser melhor, tudo pode ser diferente, e que cada detalhe vale a pena. Cada minúcia, que é mais gostoso perceber aquilo que ninguém mais vê do que viver em função do óbvio, do geral. Somos todos feitos de pequenos retalhos que contam com um detalhe que quase ninguém percebe a olho nu, porque poucas são as pessoas que enxergam com os olhos do coração. Mas ainda sim, com todo esse senão, eu seria uma menina simples...
Mas eu ainda não sou uma menina simples.
Ainda. Ainda tenho vontades incontroláveis, inalcançáveis, um gosto pelo impossível, uma mania de andar sempre em corda bamba, por pura emoção. Mas tenho fé, vontade de crescer, vontade de mudar, vontade de ser. E quando a gente tem vontade e luta, tudo flui naturalmente. Aquele que tudo busca, tudo possui, basta que toda sua força interior se torne um alicerce exterior.
E que assim seja, serei assim, coroada rainha de mim.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O que meu pai falou pra mim
Sabe, eu vou esperar que o tempo passe. Que a vida mude, que a paciência faça efeito, que os dias corridos virem passado e esperar pelo futuro. Esperar pelo que possa vir, pelo que possa ficar pra trás e viver o presente, mesmo que 'um dia após o outro' não seja pra mim. Eu tenho uma certa urgência de tudo, de todos, do algo a mais, de surpresas, do pra sempre, mesmo que o "pra sempre" acabe.
De todos os conselhos que me deram, eu não segui nenhum. Parto do princípio "eu me viro sozinha", como se ninguém enxergasse as coisas da forma que enxergo. E realmente, ninguém as enxerga como eu, mas (in)felizmente não me passa pela cabeça que eu esteja com a visão defasada. De tanto me fazer de cega, surda e muda pra certas coisas, me fiz refém do comodismo, "tá bom assim", mesmo que eu queira muito mais além do que me é oferecido. Mas esquece isso por enquanto.
Foge, menina. Corre daqui enquanto é cedo. Siga por outro caminho que esse não dá futuro, esquece o que passou e vida que segue! Mas como, se todos os caminhos sempre me fazem voltar ao ponto de partida? Como desviar de rota se os ventos sopram a favor, o destino age contra e a gente rema conforme a maré? Como lutar contra nós mesmos, contra nossas vontades confusas, carências específicas e um passado que diz muito, mesmo calado pelo presente? Como desapegar depois de tanto tempo, de tanta história, de tantos sorrisos que só nós sabemos o porquê de terem sido abertos? Vai saber.
Como uma linha que jamais arrebenta, meu destino foi costurado no teu. Ao longo do tempo a linha foi arrebentando, mas existe um ponto que se transformou num nó que não se desfaz. Ora alarga e nos afastamos, ora aproxima, nos deixando tontos de tão perto. E existe objeto mais cortante que a distância? Se conhecer, me diga, porque nem isso conseguiu nos separar. E eu que já tentei tanto desvencilhar meu destino do teu...
Mas não tento mais, eu não espero mais. Nada. A cura pra tudo é não se preocupar, quem complica o mundo é a gente mesmo, amor, não é? Então deixo que as águas me levem, talvez paciência não seja o suficiente, talvez o tempo não seja o remédio, mas talvez o amor seja a cura. E que finalmente sejamos curados de nós mesmos. Talvez nos desvencilhemos, talvez nos unamos mais, quem há de saber? Mas tomara que o universo cante a nosso favor, de preferência aquela canção que diz assim: Foi tão lindo você chegar...
E que dessa vez seja pra ficar.
De todos os conselhos que me deram, eu não segui nenhum. Parto do princípio "eu me viro sozinha", como se ninguém enxergasse as coisas da forma que enxergo. E realmente, ninguém as enxerga como eu, mas (in)felizmente não me passa pela cabeça que eu esteja com a visão defasada. De tanto me fazer de cega, surda e muda pra certas coisas, me fiz refém do comodismo, "tá bom assim", mesmo que eu queira muito mais além do que me é oferecido. Mas esquece isso por enquanto.
Foge, menina. Corre daqui enquanto é cedo. Siga por outro caminho que esse não dá futuro, esquece o que passou e vida que segue! Mas como, se todos os caminhos sempre me fazem voltar ao ponto de partida? Como desviar de rota se os ventos sopram a favor, o destino age contra e a gente rema conforme a maré? Como lutar contra nós mesmos, contra nossas vontades confusas, carências específicas e um passado que diz muito, mesmo calado pelo presente? Como desapegar depois de tanto tempo, de tanta história, de tantos sorrisos que só nós sabemos o porquê de terem sido abertos? Vai saber.
Como uma linha que jamais arrebenta, meu destino foi costurado no teu. Ao longo do tempo a linha foi arrebentando, mas existe um ponto que se transformou num nó que não se desfaz. Ora alarga e nos afastamos, ora aproxima, nos deixando tontos de tão perto. E existe objeto mais cortante que a distância? Se conhecer, me diga, porque nem isso conseguiu nos separar. E eu que já tentei tanto desvencilhar meu destino do teu...
Mas não tento mais, eu não espero mais. Nada. A cura pra tudo é não se preocupar, quem complica o mundo é a gente mesmo, amor, não é? Então deixo que as águas me levem, talvez paciência não seja o suficiente, talvez o tempo não seja o remédio, mas talvez o amor seja a cura. E que finalmente sejamos curados de nós mesmos. Talvez nos desvencilhemos, talvez nos unamos mais, quem há de saber? Mas tomara que o universo cante a nosso favor, de preferência aquela canção que diz assim: Foi tão lindo você chegar...
E que dessa vez seja pra ficar.
sábado, 31 de março de 2012
Dia especial
Nem sempre o corpo aguenta, nem sempre a alma responde, nem sempre o coração omite. Nem sempre a força fala mais alto, nem sempre os lábios calam o que os olhos gostariam de dizer, nem sempre os dias são iguais, nem sempre são diferentes, nem sempre são surpreendentes. Nem sempre a gente é aquilo que gostaria de ser ou as coisas são do jeito que gostaríamos que fossem, e nem sempre somos capazes de aceitar que no mundo existem certas verdades inegáveis. E muitas vezes nos negamos a aceitar o que está bem na nossa frente.
Às vezes não adianta fugir; a vida é o que é e ponto final. Mas ao mesmo tempo, nem tudo precisa ficar como está. Com tanto conformismo, o mundo desanda, gira lentamente e quase pára. Até quando aceitar o que se é imposto, até quando você vai se acomodar? O comodismo é um mal parasitário que aprisiona e nos torna reféns de nós mesmos. Nada como a fé que impulsiona, a força, a coragem e a luta que no fim das contas, gera a tão almejada vitória. E tudo que é conquistado com maior suor é mais valorizado. Mas, sendo controversa, nem tudo que reluz é ouro...
No mais, abrace o que te faz sorrir. Sorria enquanto é tempo. Chore quando der vontade. Se apegue ao que faz bem. Desapegue e desate todo e qualquer nó. Gaste seu tempo sonhando e ganhe tempo realizando. Siga em frente vivendo o futuro, se apoiando no passado mas jamais deixando que ele o prenda. Viva um grande amor e se for preciso, deixe-o ir também. Se for preciso, se deixe ir, se for preciso volte, mas faça tudo com sinceridade e intensidade. Se utilize da verdade e da racionalidade, mas deixe que a emoção fale alto quando for preciso. E nem sempre faça o que for preciso, mas acima de tudo, seja lá o que for feito, sempre dê o seu melhor. E que seja intenso, sempre.
Às vezes não adianta fugir; a vida é o que é e ponto final. Mas ao mesmo tempo, nem tudo precisa ficar como está. Com tanto conformismo, o mundo desanda, gira lentamente e quase pára. Até quando aceitar o que se é imposto, até quando você vai se acomodar? O comodismo é um mal parasitário que aprisiona e nos torna reféns de nós mesmos. Nada como a fé que impulsiona, a força, a coragem e a luta que no fim das contas, gera a tão almejada vitória. E tudo que é conquistado com maior suor é mais valorizado. Mas, sendo controversa, nem tudo que reluz é ouro...
No mais, abrace o que te faz sorrir. Sorria enquanto é tempo. Chore quando der vontade. Se apegue ao que faz bem. Desapegue e desate todo e qualquer nó. Gaste seu tempo sonhando e ganhe tempo realizando. Siga em frente vivendo o futuro, se apoiando no passado mas jamais deixando que ele o prenda. Viva um grande amor e se for preciso, deixe-o ir também. Se for preciso, se deixe ir, se for preciso volte, mas faça tudo com sinceridade e intensidade. Se utilize da verdade e da racionalidade, mas deixe que a emoção fale alto quando for preciso. E nem sempre faça o que for preciso, mas acima de tudo, seja lá o que for feito, sempre dê o seu melhor. E que seja intenso, sempre.
quinta-feira, 1 de março de 2012
A vida é mesmo coisa muito frágil
A vida é frágil, meu amigo. E curta. E dolorida. E maravilhosa. E o que você faz dela. E dramática, tal qual um espetáculo de teatro. Resta saber se você escolhe ser o protagonista ou o figurante.
Segundo ato. Você é forte, já possui as idéias formadas, então, por que se contentar com pouco? Você passa a dar o melhor de si para crescer mais e mais, você se despede da época em que deu seus primeiros passos, amigo, você já não usa andador, precisa largar a bicicleta de rodinhas e andar em cima de uma corda bamba que vai te fazer cair se você não for esperto. Vivência, meu amigo, vivência, inteligência e delicadeza, que, quanto mais você vive, mais o público pede! E você não quer desapontar ninguém, aliás, você não quer se desapontar.
Terceiro ato. Grandes emoções lhe aguardam. Você, que brincava de casinha na infância, hoje brinca de namorado e namorada, você que brincava de polícia e ladrão hoje brinca de faculdade, e você que pulava amarelinha, aprendeu bem que existe o céu e o inferno, basta ter cuidado onde você vai jogar sua pedrinha. Amores, trabalho, saúde, responsabilidades, você já é praticamente um adulto! E a platéia sempre exigindo mais, quer que você cresça, apareça e se tropeçar e cair, que saiba levantar. E levantar com o peso dos anos nas costas não é fácil, meu amigo, mas você já aprendeu o que o público e vida têm a te ensinar, e vai saber usar isso muito bem. Amor, amigos, família, isso que você vai levar, e se você não souber lidar com esse público que te cerca, você vai aprender o que é solidão. E dessa peça você não quer fazer um monólogo, então tenha jogo de cintura e saiba discernir o bom do ruim. Destreza, meu amigo, destreza...
Quarto ato. Nem sempre a vida é feita de flores. E nem sempre você vai estar cercado de uma platéia contente, ora sua platéia ovaciona, ora sua platéia critica, e é assim que vai ser daqui pra frente. Os dramas pessoais vão lhe derrubar, trabalho, família, às vezes a saúde vai lhe faltar, mas é justamente aí que você deve resgatar as lembranças dos atos passados e usar de seu aprendizado: tenha fé! Fé que vai crescer, fé na esperança, fé que o dia seguinte vai ser melhor, e nada é tão ruim que não possa ser remediado. A não ser quando as cortinas se fecham no final, meu amigo, isso sim não tem volta.
Quinto e último ato. Você vai levar tudo que aprendeu nos atos anteriores, o material vira pó, a lembrança perdura e os sentimentos também, então tenha muito cuidado com o que é apresentado em seu espetáculo. Não deixe que rancores e sentimentos levianos tomem conta de seu show, personagens que não acrescentam, não os inclua aos atos seguintes, só quem tem valor permanece, e deixe que o sorriso sempre sobreponha as lágrimas. Faça questão de levar seus atos com leveza, pois de nada adianta franzir o cenho a tudo que te acontece; senão no quinto ato você vai ter mais rugas que o esperado. E, meu amigo, agradeça todos os dias pelo seu espetáculo não ter sido interrompido nos primeiros atos, porque se você chegou até aqui, você tem sorte, pois a vida é muito frágil, pode ser uma bobagem, uma irrelevância, mas ela é uma só. E que você tenha sensação de dever bem cumprido e felicidade plena.
Que se fechem as cortinas!
Ao nascer, as cortinas se abrem. Você dá de cara com uma platéia nem sempre satisfeita, você dribla todas as dificuldades, arranca sorrisos e lágrimas de quem te rodeia, e quem te rodeia te faz sorrir ou chorar também. E durante o primeiro ato, você aprende a dar seus primeiros passos, aprende o que é certo e o que é errado, aprende a conviver com as diferenças, com os gostos, críticas e aplausos de sua platéia, e isso faz com que uma base para o segundo ato seja construída. E se essa base não for sólida, você não tem nada.
Segundo ato. Você é forte, já possui as idéias formadas, então, por que se contentar com pouco? Você passa a dar o melhor de si para crescer mais e mais, você se despede da época em que deu seus primeiros passos, amigo, você já não usa andador, precisa largar a bicicleta de rodinhas e andar em cima de uma corda bamba que vai te fazer cair se você não for esperto. Vivência, meu amigo, vivência, inteligência e delicadeza, que, quanto mais você vive, mais o público pede! E você não quer desapontar ninguém, aliás, você não quer se desapontar.
Terceiro ato. Grandes emoções lhe aguardam. Você, que brincava de casinha na infância, hoje brinca de namorado e namorada, você que brincava de polícia e ladrão hoje brinca de faculdade, e você que pulava amarelinha, aprendeu bem que existe o céu e o inferno, basta ter cuidado onde você vai jogar sua pedrinha. Amores, trabalho, saúde, responsabilidades, você já é praticamente um adulto! E a platéia sempre exigindo mais, quer que você cresça, apareça e se tropeçar e cair, que saiba levantar. E levantar com o peso dos anos nas costas não é fácil, meu amigo, mas você já aprendeu o que o público e vida têm a te ensinar, e vai saber usar isso muito bem. Amor, amigos, família, isso que você vai levar, e se você não souber lidar com esse público que te cerca, você vai aprender o que é solidão. E dessa peça você não quer fazer um monólogo, então tenha jogo de cintura e saiba discernir o bom do ruim. Destreza, meu amigo, destreza...
Quarto ato. Nem sempre a vida é feita de flores. E nem sempre você vai estar cercado de uma platéia contente, ora sua platéia ovaciona, ora sua platéia critica, e é assim que vai ser daqui pra frente. Os dramas pessoais vão lhe derrubar, trabalho, família, às vezes a saúde vai lhe faltar, mas é justamente aí que você deve resgatar as lembranças dos atos passados e usar de seu aprendizado: tenha fé! Fé que vai crescer, fé na esperança, fé que o dia seguinte vai ser melhor, e nada é tão ruim que não possa ser remediado. A não ser quando as cortinas se fecham no final, meu amigo, isso sim não tem volta.
Quinto e último ato. Você vai levar tudo que aprendeu nos atos anteriores, o material vira pó, a lembrança perdura e os sentimentos também, então tenha muito cuidado com o que é apresentado em seu espetáculo. Não deixe que rancores e sentimentos levianos tomem conta de seu show, personagens que não acrescentam, não os inclua aos atos seguintes, só quem tem valor permanece, e deixe que o sorriso sempre sobreponha as lágrimas. Faça questão de levar seus atos com leveza, pois de nada adianta franzir o cenho a tudo que te acontece; senão no quinto ato você vai ter mais rugas que o esperado. E, meu amigo, agradeça todos os dias pelo seu espetáculo não ter sido interrompido nos primeiros atos, porque se você chegou até aqui, você tem sorte, pois a vida é muito frágil, pode ser uma bobagem, uma irrelevância, mas ela é uma só. E que você tenha sensação de dever bem cumprido e felicidade plena.
Que se fechem as cortinas!
"Somos tão jovens, vamos viver o momento, me dê a mão, vamos fugir daqui, nós dois correndo, morrendo de rir, dane-se o mundo ao nosso redor, vamos de encontro ao nada..."
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sometimes when I miss you I put those records on
"E aquele amor contido, como vai?" Ah, vai sendo destilado a conta-gotas enquanto procuro entender se vai se dissolver, se não vai se misturar. Suas atitudes eu não consigo desvendar, a gente não se entende e isso eu não sei aonde vai dar...
Eu agradeço por te ter ao meu lado, às vezes acho que somos pura perda de tempo. Todo o tempo gasto em discussões e elucubrações poderia ter sido substituído pela coisa mais simples: deixar o barco correr e deixar a vida responder, enquanto isso a gente ia vivendo. Mas você preferiu me levar pelo caminho mais difícil, nadamos contra a correnteza e procuramos a solução de um problema que nem existia; acabamos nos tornando uma tempestade em copo d'água, uma tempestade que não cessa mas também não chove.
Sinto falta do tempo não tão distante, mas nem sempre sinto saudades. Não falo em saudades por que saudades eu posso matar a qualquer minuto, mas falo de falta. Faz falta ser como éramos e eu não ter que fingir que não me importo em não sermos mais. Faz falta eu não querer sumir pelo mundo e só te encontrar num futuro muito, muito distante, num futuro onde VOCÊ não faça falta. Não o você que senta ao meu lado com um sorriso mudo e olhar distante, o VOCÊ que me fez falar encostadinha no seu peito enquanto sorria com os olhos e mexia em meu cabelo, o VOCÊ que me fez aceitar as pessoas como elas são, o VOCÊ que me fez guardar tantas lembranças que podem parecer simples mas que são preciosas, o VOCÊ que me fez ter tanto e guardar tanto e que depois não me permitiu ter nada significativo para lembrar. Desculpe se às vezes eu penso que o você de agora não me faz falta, mas faz com que eu te queira perto com a esperança de que VOCÊ volte. Não é justo nem comigo nem com você, mas cada um tem seus motivos para que as coisas sejam como são. Injusto de ambas as partes.
Reluto, pelejo com todos os conselhos de quem diz pra abdicar de você e seguir meu caminho independente do seu. Ou seja, não sigo nenhum conselho. Mania feia a minha de seguir minha própria razão mesmo que isso signifique contrariar o mundo... Mas sei que nessa história eu não tenho razão, aliás, não temos razão. Só que eu sou guiada pelo coração, e você? Repito a mim mesma que essa é a saída para que eu não tenha que seguir sem você, mas no fundo sei que não é a melhor, sei que é a que mais complicada. Mas cadê a coragem de te dar um abraço de despedida? "Quem vai dizer tchau?" Não sei se ainda é cedo ou tarde, mas não quero desgrudar de você...
Já pensei em escrever mil cartas de despedida por achar que não é para ser, mas certas músicas me encorajam a lutar mais um pouco. Só que às vezes cansa lutar contra um inimigo invisível, lutar contra nós mesmos e essa confusão infinita que criamos. E eu só queria te ter deitado no meu ombro enquanto eu mexia no seu cabelo, em silêncio, e não ser um meio-termo-que-não-é-nada que pensa duas mil vezes antes de dar um abraço. Não se acena quando se quer abraçar, não se engana quem não se quer enganar, a vida é curta e eu tenho medo disso. Se não for 8, que seja 80, mas por favor, que sejamos NÓS. Com verdade. Justos. Infinitos.
"Chega de tanta procura,
Nenhum de nós deve ter mais alguma ilusão.
Devemos trocar idéias e mudarmos de idéias,
Nós dois,
E se assim procedermos, seremos felizes depois.
Nada mais nos interessa, sejamos indiferentes,
Só nós dois, apenas dois,
Eternamente"
Eu agradeço por te ter ao meu lado, às vezes acho que somos pura perda de tempo. Todo o tempo gasto em discussões e elucubrações poderia ter sido substituído pela coisa mais simples: deixar o barco correr e deixar a vida responder, enquanto isso a gente ia vivendo. Mas você preferiu me levar pelo caminho mais difícil, nadamos contra a correnteza e procuramos a solução de um problema que nem existia; acabamos nos tornando uma tempestade em copo d'água, uma tempestade que não cessa mas também não chove.
Sinto falta do tempo não tão distante, mas nem sempre sinto saudades. Não falo em saudades por que saudades eu posso matar a qualquer minuto, mas falo de falta. Faz falta ser como éramos e eu não ter que fingir que não me importo em não sermos mais. Faz falta eu não querer sumir pelo mundo e só te encontrar num futuro muito, muito distante, num futuro onde VOCÊ não faça falta. Não o você que senta ao meu lado com um sorriso mudo e olhar distante, o VOCÊ que me fez falar encostadinha no seu peito enquanto sorria com os olhos e mexia em meu cabelo, o VOCÊ que me fez aceitar as pessoas como elas são, o VOCÊ que me fez guardar tantas lembranças que podem parecer simples mas que são preciosas, o VOCÊ que me fez ter tanto e guardar tanto e que depois não me permitiu ter nada significativo para lembrar. Desculpe se às vezes eu penso que o você de agora não me faz falta, mas faz com que eu te queira perto com a esperança de que VOCÊ volte. Não é justo nem comigo nem com você, mas cada um tem seus motivos para que as coisas sejam como são. Injusto de ambas as partes.
Reluto, pelejo com todos os conselhos de quem diz pra abdicar de você e seguir meu caminho independente do seu. Ou seja, não sigo nenhum conselho. Mania feia a minha de seguir minha própria razão mesmo que isso signifique contrariar o mundo... Mas sei que nessa história eu não tenho razão, aliás, não temos razão. Só que eu sou guiada pelo coração, e você? Repito a mim mesma que essa é a saída para que eu não tenha que seguir sem você, mas no fundo sei que não é a melhor, sei que é a que mais complicada. Mas cadê a coragem de te dar um abraço de despedida? "Quem vai dizer tchau?" Não sei se ainda é cedo ou tarde, mas não quero desgrudar de você...
Já pensei em escrever mil cartas de despedida por achar que não é para ser, mas certas músicas me encorajam a lutar mais um pouco. Só que às vezes cansa lutar contra um inimigo invisível, lutar contra nós mesmos e essa confusão infinita que criamos. E eu só queria te ter deitado no meu ombro enquanto eu mexia no seu cabelo, em silêncio, e não ser um meio-termo-que-não-é-nada que pensa duas mil vezes antes de dar um abraço. Não se acena quando se quer abraçar, não se engana quem não se quer enganar, a vida é curta e eu tenho medo disso. Se não for 8, que seja 80, mas por favor, que sejamos NÓS. Com verdade. Justos. Infinitos.
"Chega de tanta procura,
Nenhum de nós deve ter mais alguma ilusão.
Devemos trocar idéias e mudarmos de idéias,
Nós dois,
E se assim procedermos, seremos felizes depois.
Nada mais nos interessa, sejamos indiferentes,
Só nós dois, apenas dois,
Eternamente"
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
I'm never gonna get over you
"Enquanto eu puxava o edredom para que pudesse cobrir seus pés, observava seus olhos pensativos que pareciam se perguntar que diabos ela fazia deitada em minha cama. Meus olhos só sabiam observar suas curvas e como ela ficava bonita com minha camisa xadrez e rabo de cavalo; ela diz que se sente mais feminina com roupa masculina e eu afirmo que ela fica bonita de qualquer jeito, principalmente ao acordar, quando ela abre um olho pra ver se estou acordado e se espreguiça de sorriso aberto: momentos que são só meus e eu não abro mão.
Ela grita, diz que baguncei suas roupas e sua vida, pergunta onde está seu vestido rendado e onde estava sua cabeça ao ficar comigo. Eu tento falar mais alto mas ela começa a chorar, eu a seguro em meus braços e ela me pede desculpas por ser tão complicada, e lá estou dançando conforme sua dança, refém de seus olhos de criança. Depois de tantas discussões lá estamos novamente, na cama, ela deitada em meu peito sempre olhando para o teto por vergonha ou costume, me contando todas as coisas que ela não costuma a contar a ninguém, fazendo planos malucos e desenhando uma vida impossível; mas não há nada melhor que saber que faço parte de seus sonhos. Ah, se ela soubesse que ela É meu sonho...
Quando acorda, ela me liga desesperada com o pesadelo que teve. Sei que é desculpa, no fim das contas ela deve pensar em mim ao acordar e ao dormir também, já que me liga todas as noites me mandando dormir por que acordo cedo. Ela cuida de mim mais que dela mesma, e ela é tão frágil... Ela gosta de coisas estranhas, diz que nossos signos não combinam, tem uma outra visão de mundo, mas eu não me importo. Gosto de suas feições, de quando franze o cenho quando a irrito ou levanta a sobrancelha quando está com ciúmes. E se ela diz que não, eu insisto, se ela diz "desisto", eu corro atrás, se o zodíaco, o dia, o mês ou a hora não ajudam, eu dou um jeito."
"Ele me assustou ao cobrir meus pés com aquele edredom velho que ele tanto gosta. Ele me observava com tanto gosto que eu me perguntava que diabos ele estava pensando. Eu sei que ele gosta quando uso sua camisa xadrez, e me sinto tão confiante de rabo de cavalo por que sei que ele me acha bonita de qualquer forma, assim como ele fica lindo quando sai do banho de cabelo bagunçado e enrolado na toalha, ele não sabe mas fica lindo de qualquer forma. Ao acordar eu só abro um olho e não me mexo, assim posso passar mais tempo vendo-o dormir e guardar aquele momento que é só meu e eu não abro mão.
Não assumo, mas no fundo me assusta estar apaixonada. Deixar alguém entrar em minha vida e permanecer nela por mais de três meses me faz tremer, então eu grito, eu reclamo, por que no fundo eu não sei amar. Ele grita pedindo calma e logo me ampara por que me faz chorar... Mas não choro pelo grito, choro por todas as coisas que se passam em meu coração e em minha mente, mil coisas que eu não consigo expressar. Eu peço desculpas e tento lhe explicar o que eu também não entendo, recostar em seu peito me faz falar mais do que devia e o teto de seu quarto é tão conhecido e reconfortante que me faz fazer planos. E sonhar. E querer. E tudo gira em torno de nós.
Já me acostumei a dormir e acordar pensando nele. A vontade de ligar no meio da noite só pra dizer "eu penso em você" é forte, mas eu me contenho e ligo durante a manhã, invento um pesadelo sem sentido e isso faz com que ele me ligue antes de dormir pra me desejar bons sonhos. Eu me preocupo, ele diz que eu deveria me cuidar e no fundo eu amo quando ele fala "se cuida" e me beija a testa. Ele acha que sou frágil, mas se eu pudesse, o colocaria em meus braços e não descuidaria dele jamais, afinal, ele é só um menino... Nossos signos não combinam, sempre que estamos no caminho certo aparece um contratempo, eu insisto mas no fundo acho que não sejamos feitos para durar. Mas amo suas caretas, seus abraços, seu sorriso meio de lado e aquela carinha que ele faz que eu juro que só eu percebo. E quando penso em desistir ele me pega pela mão e dá meia volta, me pede pra não desanimar, quando eu meto os pés pelas mãos e ele quer ir embora eu não o deixo ir, e se a vida não ajuda, a gente dá um jeito."
É, eu acho que isso é amor.
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